Por que vender muito não significa ter dinheiro no bolso e como o fluxo de caixa pode salvar sua operação
É muito comum ver empreendedores em eventos estufando o peito para dizer: "Minha empresa faturou 1 milhão este ano". O que eles não contam – e muitas vezes nem sabem – é quanto desse dinheiro realmente sobrou.
No MEB, ensinamos um mantra: Faturamento é ego. Lucro é conceito. Caixa é realidade.
Muitas empresas quebram no auge de suas vendas. Parece contraditório, mas é matemático. Se você vende muito, mas com margem errada ou prazos de recebimento descasados, você está pagando para trabalhar.
O erro começa na precificação. Muitos pegam o custo do produto e multiplicam por 2. Esquecem de colocar na conta os impostos, a taxa do cartão, o custo fixo (luz, aluguel, equipe) e o custo de aquisição do cliente (marketing).
Se sua margem de contribuição é baixa, quanto mais você vende, maior é o seu prejuízo operacional. Vender não é o objetivo final; vender com lucro é.
Imagine que você vendeu R$ 50.000,00 este mês. Ótimo! Mas você parcelou em 10x para o cliente. Você vai receber R$ 5.000,00 por mês. Porém, seus fornecedores e funcionários precisam ser pagos hoje.
Essa diferença temporal entre quando o dinheiro sai e quando o dinheiro entra é o que chamamos de necessidade de capital de giro. Se você não tiver caixa para cobrir esse buraco, você quebra, mesmo tendo "lucro" na planilha contábil.
Conclusão
Não se impressione com prints de faturamento na internet. Busque a solidez de um negócio que gera caixa, paga as contas em dia e constrói patrimônio. Isso é gestão de verdade.
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